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24 de outubro de 2011

“Cumpri minha missão como prefeito”, diz Yves

Após cinco eleições municipais consecutivas, em 2012, Yves Ribeiro (PSB) estará fora de uma disputa e, ao final do segundo mandato em Paulista, ele deixará de ser “prefeito itinerante” - também já governou Itapissuma (duas vezes - em mandatos distintos e Igarassu - duas vezes seguidas). Seu nome chegou a ser cogitado para concorrer em Abreu e Lima, mas o socialista optou por dar uma parada e só em 2014 tentará se eleger deputado estadual. O gestor também pretende focar as atividades em palestras, expondo sua experiência como chefe do Executivo. O prefeito ainda avalia o cenário político em todo o Estado, com as candidaturas de diversos partidos que compõem a Frente Popular. “Se PT pode disputar lá em Paulista, por que o PSB não pode no Recife?”, questiona.

O senhor é conhecido por ter governado três municípios. Muito se especulou que poderia mudar seu domicílio mais uma vez este ano. No entanto, isso não aconteceu. Por que?
Eu acho que, como prefeito, cumpri minha missão.  Abreu e Lima tem uma prova do meu trabalho, tanto é que em janeiro a gente fez uma pesquisa e tinha 42% de aprovação, enquanto o segundo colocado tinha 18%. São 24 anos de mandato de prefeito. Governar uma cidade em dois mandatos é muito difícil, avalie várias cidades. Fui vereador de Igarassu em 1976. E em 1982, Itapissuma foi emancipada de Igarassu e fui o primeiro prefeito. Naquela época não tinha reeleição. Em 1992, fui eleito novamente em Itapissuma, e em 1996 foi feita uma pesquisa (em Igarassu), eu tinha 57% de intenções, nosso principal adversário era Guilherme Uchoa, que tinha 16%. Fui eleito com 72% dos votos, e em 2000 fui reeleito, com 75%. Em 2003, fui convidado para fazer uma palestra em Paulista, foi quando o pessoal me convidou e eu disse que só aceitava se fizessem uma prévia junto ao povo. Foram feitas 26 prévias e 76% responderam que sim (me queriam como prefeito). Em 2008, ganhamos a reeleição.

Então, podemos considerar que o senhor se aposentou do Executivo?
Como eu disse, são 24 anos de prefeito. A gente fez uma grande revolução no Litoral, e tem o privilégio de ter o único prefeito do País, talvez até do mundo, que foi prefeito em três cidade diferentes, reeleito em todas elas. Eu acho que eu sou um homem realizado a nível de Executivo. Eu tenho recebido projetos importantes, que é trabalhar os “Oito objetivos de mudar o mundo”, a gente já tem trabalhado isso em Paulista. Desde 1988, a gente já faz palestra mostrando como administrar com pouco recurso. Esses dois anos a gente vai dedicar a isso e também ajudar outros companheiros.

O que o senhor pretende fazer daqui para frente?
 A gente fez uma avaliação e as pessoas consideram importante ter um representante do Litoral Norte na Assembleia Legislativa, já que Ceça Ribeiro (ex-deputada estadual) abandonou, não quer mais saber de vida pública. A gente tem o companheiro Ninho (na Câmara Federal), inclusive ele assumiu quinta-feira.

O senhor acredita que a experiência e os votos que teve em três municípios diferentes pode facilitar a eleição para a Assembleia?
Nos sete municípios da Região Metropolitana Norte, eu fui eleito e reeleito em três. Tenho participação política em Itamaracá, Abreu e Lima, Araçoiaba, Goiana e em Olinda também. Então, acho que isso facilita muito a minha ida à Assembleia Legislativa. Eu tenho certeza que estarei junto com a vontade do povo, representando como deputado estadual.

Em algumas entrevistas, o senhor criticou o deputado Sérgio Leite (PT) por não apresentar nenhum projeto importante para o município...
Ele não apresenta hoje nenhum projeto, a não ser uma emenda dele em uma Academia das Cidades, mas não tem nenhum outro projeto. Fui até procurado pela assessoria dele para saber se haveria alguma possibilidade de ele colocar uma emenda. Eu disse que não tinha problema, se ele pegar toda emenda e botar para Paulista, eu aceitaria com toda tranquilidade. Espero que este ano ele faça essas emendas para Paulista.

Como está o processo sucessório em Paulista?
Hoje a gente tem essas duas candidaturas - do Sérgio Leite e do deputado Ramos (PMN), e, dentro da base do Governo, tem o vereador Júnior Matuto (PSB). Tem também o companheiro Jorge Carrero, que é do PCdoB, é secretário de Planejamento e está fazendo um trabalho muito bom. A gente vai discutir. Eu pedi a eles para esperarem essa arrumação dos partidos, que me deixassem trabalhar, e lá para fevereiro a gente está fechando. Vou conversar com o governador, e depois a gente vê quem se apresenta melhor nas pesquisas.

A aliança com o PSDB já foi confirmada?
Há uma possibilidade muito grande, porque temos um relacionamento muito bom. Tenho dois mandatos com o PSDB e nunca tive dificuldades. Pelo contrário, o deputado (federal e presidente nacional do PSDB) Sérgio Guerra sempre foi um parceiro meu, desde Igarassu, ele tem coligado e até hoje não tem nenhuma dificuldade de fazer parceria do PSB com o PSDB.

O deputado Sérgio Leite sempre fala que será mais fácil ganhar a eleição porque o palanque da situação está dividido, sem um nome certo...
Para mim é um elogio, porque política se faz discutindo. Quando alguém me pergunta como é que vai ser resolvido isso, eu respondo que é conversando. Talvez o deputado Sérgio Leite não tenha a história política que eu tive, de ouvir a sociedade, ouvir o povo. A gente tem uma série de pessoas e partidos que precisa ouvir. Até fevereiro, vai ser muita conversa e também acompanhar as pesquisas. Isso é fundamental. É uma responsabilidade muito grande a gente indicar. Então, tem que ter cuidado na escolha desse nome.

Como o senhor avalia esse leque de pré-candidaturas já postas?
Paulista hoje é uma cidade que tem um futuro garantido, diferente de quando a gente encontrou. Uma cidade que teve 20 anos de vexame, de muita zoada, muitas intrigas políticas, e graças a Deus a gente está vendo Paulista com vários nomes discutindo a minha sucessão, mas sem ter insulto pessoal, dentro de um campo democrático. Para mim, isso é uma das coisas mais importantes do meu Governo. Hoje é muito fácil governar Paulista, é uma cidade que está integrada junto ao Governo Federal, que hoje tem caminhos para se buscar.

E a situação de vários partidos da Frente Popular postularem a Prefeitura? Isso não pode estremecer o grupo?
Eu faço como Deus quando chamou Salomão e perguntou o que ele queria. Ele não queria poder, não queria dinheiro, queria sabedoria. Então, nesse momento a gente precisa ser muito cauteloso, ter muita calma, ter muita habilidade para ouvir o clamor do povo e ver qual o rumo que Paulista deve tomar. A questão é a gente conversar. Uma coisa eu garanto: todo esse pessoal da base vai sair unido. Tenho conversado praticamente toda semana como eles, eu tenho certeza que vamos estar unidos. A vida eu comparo com um prato de papa quente, se a gente comer tudo de uma vez se queima, a gente tem que comer pelas beiradas.

O senhor defende que o partido que governa a cidade tenha precedência de indicar o cabeça da chapa?
Evidente que hoje o PSB tem uma larga vantagem porque, além de já estar no mandato, o governador é do PSB. Acho que o PSB tem o direito de lutar, como PCdoB tem o direito de lutar em Olinda, como o PT tem direito de lutar no Recife, mas na democracia tudo é possível. A política é momento. Tem momento que o candidato está bom e tem momento que o outro está melhor, então cada dia que se aproxima da eleição, aquele que for mais inteligente vai colocando mais o apoio dos partidos políticos e dos movimentos populares. Então, esse que tiver a sabedoria de somar mais, será o candidato.

O apoio do governador será decisivo na eleição em Paulista?
 É fundamental, nenhuma decisão eu posso tomar sem ouvir Eduardo Campos. Eu acho que Eduardo é uma pessoa que politicamente tem feito muito por Pernambuco. Eu acho que é importantíssimo a gente de Paulista ouvir o governador, ele será um ponto importante para a gente definir quem será o futuro candidato da cidade.

No Recife, o PT e PSB também podem se enfrentar, só que com os petistas na Prefeitura. Como o senhor vê essa questão?
Eu acho que tem que ter a mesma habilidade que estou tendo em Paulista. Como se trata do último mandato de Eduardo como governador de Pernambuco, todos os partidos que formam o Governo têm o direito de poder discutir a possibilidade de sucessão. Eu acho que vai se chegar a um caminho, tenho certeza que vai haver muitas discussões, muitas discórdias, até uma troca de palavras como já houve. Todo esse pessoal, Eduardo, Humberto Costa, João Paulo, todos nós devemos entender que Pernambuco é maior do que todos nós. Com esse trabalho que Eduardo fez, Pernambuco não pode parar. Pernambuco só vai continuar assim, se a gente tiver a habilidade de ouvir todo mundo, mas eu tenho certeza que vai se chegar (ao entendimento).

Mas a candidatura do PSB é legítima do Recife?
Evidente, como é legítimo o PT disputar em Olinda e Paulista. Você vê que o PT lançou na campanha passada, o PSB ainda estava na reeleição e o Sérgio Leite foi candidato e a gente respeitou. Então, se PT pode disputar em Paulista, por que o PSB não pode disputar no Recife? A democracia é isso, todos têm direitos iguais.


POR JUMARIANA OLIVEIRA
FOLHA DE PERNAMBUCO
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