Fogo Cruzado

O desafio do PSB é “metropolitanizar-se” - O Partido Socialista Brasileiro fará amanhã o seu congresso estadual para renovar os membros do diretório e da executiva e escolher os delegados à convenção nacional.
Já está decidido que o próximo presidente será Sileno Guedes, ligado ao governador Eduardo Campos, e que o atual dirigente da legenda, Milton Coelho, passará a integrar uma comissão que será criada pela executiva nacional para opinar sobre as alianças que o partido deverá fazer nos grandes colégios eleitorais.

O PSB tem sabido aproveitar a passagem de Eduardo Campos pelo Palácio do Campo das Princesas para se expandir em Pernambuco, algo que o PMDB não fez durante as duas gestões de Jarbas Vasconcelos. Tinha 13 prefeitos em 2006, quando Eduardo foi candidato a governador pela primeira vez, está hoje com 49 e planejando eleger 70 no próximo ano. Pelo desejo do governador, 50 estaria de bom tamanho para sobreviver politicamente a partir de 2014. Mas o partido quer mais.

No interior a legenda está bem estruturada, especialmente no Sertão e nas duas Matas, mas se ressente de mais musculatura nas cidades da área metropolitana. Este é o principal desafio do futuro presidente Sileno Guedes: “metropolitanizá-la”. O partido tem uma presença tímida no Recife, Olinda, Jaboatão, Cabo, Ipojuca e Abreu e Lima, e deseja expandir-se nesses colégios. Força para ganhar a eleição com chapa própria só em Paulista, Igarassu, Camaragibe, São Lourenço e Moreno.

Que crise? - O prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas (PTB), acaba de reforçar a frota de veículos da prefeitura com mais 15 unidades. Dez foram compradas com recursos próprios e cinco com dinheiro de emendas parlamentares. E ainda dizem por aí que os municípios estão em crise.
A arena - O também petebista Sávio Torres, prefeito de Tuparetama, deu-se ao luxo de calçar todas as ruas do município. E como a prefeitura tem folga de caixa, apesar de ter a menor quota do FPM (0.6), ele construiu um belo estádio de futebol e fez uma ampla reforma no cemitério.
Recife 1 - Pelas vo­ta­ções que obteve no Recife em todas as eleições que disputou, Ca­doca (PSC) está legitimado para disputar a prefeitura em 2012. Mas é pouco provável que vá entrar no páreo só para atender ao desejo do partido de concorrer com chapa própria em todos os grandes colégios eleitorais do país. É provável que ele queira ser ouvido. Mas candidato, não.
Recife 2 - O senador Armando Monteiro comentou ontem com petebistas que a candidatura do ministro Fernando Bezerra Coelho à sucessão do prefeito João da Costa “é pra valer”. Com isso, o PTB fica liberado para lançar também o seu candidato, que deverá ser Sílvio Costa Filho. O PTB admite marchar com o PT, mas só se o candidato for João Paulo, hipótese bastante remota.
O respeito - A escolha de Aldo Rebelo para o Mi­nistério do Esporte foi bem recebida até pela oposição. De Aécio Neves a Sérgio Guerra (PSDB), passando por ACM Neto (DEM) e Ro­berto Freire (PSB), todos elogiaram a escolha embora fazendo restrições à prática política do PCdoB.
O acordo - Macapara­na é outro município da Mata Norte onde o PSDB pode se aliar ao PSB para disputar a prefeitura. O deputado Antonio Moraes (PSB), que faz oposição ao prefeito Maviael Cavalcanti Filho (DEM), já foi procurado pelo PSB e topou discutir uma aliança.
Ao arquivo - Por 6 votos contra 1, o TSE absolveu a governadora Rosalba Ciarlini (RN) da acusação feita por seu opositor, Iberê Ferreira (PSB), de uso indevido da mídia na campanha de 2010. Pela denúncia, ela apareceu 104 vezes na programação da TV Tropical, de propriedade do senador José Agripino (DEM). Mas só o ministro Marco Aurélio achou isso um fato grave.
Olinda 1 - As oposições de Olinda voltaram a reunir-se ontem no Restau­rante “Samburá” mas não tomaram nenhuma decisão sobre a eleição de 2012. De concreto mesmo até agora só há o desejo de formar uma grande frente para tentar impedir a reeleição do atual prefeito Renildo Ca­lheiros (PCdoB).
Olinda 2 - O cenário mais provável para 2012 é a existência de quatro candidaturas para forçar o 2º turno, sendo que três já estão decididas: Terezinha Nunes (PSDB), Armando Sérgio (DEM) e Izabel Urqui­sa (PMDB). Falta ainda a definição de Ricardo Costa (PTC), Teresa Leitão (PT) e André Luís (PMN).

Por Inaldo Sampaio
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