Cultura popular e afro inspiram espetáculos de dança no Recife

Bacanaré apresenta, após dez anos, 'Memórias' no Teatro Luiz Mendonça.
Solo de Ângelo Madureira, no Santa Isabel, passeia pela cultura popular.

 

Espetáculo "Memórias", do grupo Bacnaré (Foto: Divulgação)
Espetáculo "Memórias", do grupo Bacnaré
(Foto: Bacnaré / Divulgação)
A origem dos negros no Brasil e a cultura popular inspiram dois espetáculos de dança em cartaz no Recife nesta terça-feira (3), que fazem parte da 10ª Mostra Brasileira de Dança. O Balé de Cultura Negra do Recife (Bacnaré) apresenta o espetáculo ‘Memórias’, às 20h, no Teatro Luiz Mendonça, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, enquanto o solo "Delírio", da Cia. Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira (SP), é encenado às 20h30, no Teatro de Santa Isabel.
Há dez anos o espetáculo ‘Memórias’ não é apresentado na cidade. “Esse foi o nosso primeiro espetáculo criado e vem agora com nova roupagem. Ele é um desafio para nós, porque conta através da dança a história dos negros no Brasil, na época da escravidão”, conta o coreografo e diretor musical Tiago Ferreira.
Com músicas em ioruba, língua de origem africana, e dança contagiante, ‘Memórias’ passa pelo nascimento do guerreiro Zumbi dos Palmares, momentos de caça, pesca, plantio e colheita da cana-de-açúcar. Além disso, mostra o culto aos Orixás e encontros festivos como o Maracatu, o ritual das máscaras com o Cambangula e o casamento com a dança tribal Watuzi.
"Delírios", solo de Ângelo Madureira (Foto: Rogério Ortiz / Divulgação)
"Delírio", solo de Ângelo Madureira
(Foto: Rogério Ortiz / Divulgação)
Mergulhando na cultura popular, a Companhia Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, de São Paulo, buscam envolver o público em 'Delírio'. “O frevo é a música, a dança é o passo. Se eu tiro a música do frevo e deixo o passo sem a música, o que eu estou dançando? A pergunta que o Ângelo fez nesse trabalho foi essa”, explica a diretora do espetáculo, Ana Catarina Vieira.
Tendo como referência inicial o livro ‘Frevo, Capoeira e Passo’, de Valdemar de Oliveira, o solo de Ângelo Madureira passeia pelas figuras emblemáticas da cultura nordestina. “Ele transforma um colchão, um travesseiro e um cobertor em vários personagens da cultura popular. Ele se transforma em baiana, tocador de tambor, cangaceiro e uma burrinha. Esse é Delírio”, detalha Ana Catarina.
Os ingressos para ambos os espetáculos estão à venda na bilheteria dos teatros, custando R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

 

Postar um comentário
Tecnologia do Blogger.