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8 de agosto de 2012

Brasileiro pode se tornar o homem mais rico do mundo, com R$ 185 bi

Inventor da Bina briga há 14 anos pelo dinheiro de sua patente, que nunca chegou até ele


Hoje em dia, é comum ver na tela do seu smartphone quem está chamando. Mas no passado não era assim. Pelo menos até a invenção da Bina, aparelho que prometia detectar o número que estava fazendo a ligação para a sua casa. O aparelho foi inventado por Nélio José Nicolai, mineiro de 71 anos, que inclusive registrou as patentes do dispositivo. Só que desde então, ele sofreu diversos golpes de parceiros e sócios e acabou ficando sem ver a cor do dinheiro. Hoje, 20 anos depois, ele ainda briga na justiça. E o valor da indenização é estimado em R$ 185 bi, tornando-o com folga o homem mais rico do mundo (a matéria completa pode ser lida na revista Galileu).
Esse dinheiro pode parecer um exagero, mas não é. O advogado de Nélio fez as contas usando uma taxa de 20% de royalties e chegou no resultado de R$ 113 bi. Usando juros e correção monetária, o valor alcança os R$ 185 bi. Com essa fortuna, o brasileiro teria R$ 40 bi a mais que o atual homem mais rico do mundo, Carlos Slim Helu, que aliás, é dono da Claro, um dos alvos das ações de Nélio.
Até agora, o único processo vencido foi contra a Americel, subsidiária da Claro. O valor de indenização ficou em 550 milhões. O inventor da Bina ainda processa 40 companhias e essa é uma das menores da lista.

Por que o dinheiro não chega nunca?

Mas qual é o problema? Por que Nélio não consegue nunca esse dinheiro? É porque existem diversas regras de patentes e os advogados de defesa alegam que Nélio não patenteou corretamente o produto. Outros dizem ainda que hoje em dia os smartphones compartilham informações, sendo desnecessário um aparelho como a bina dentro deles. Para piorar, no Brasil as patentes possuem validade de 20 anos e a de Nélio vence agora, em 2012.
Mesmo se perder a patente, os pagamentos são retroativos, ou seja, independente de quando o resultado sair, ele poderá receber o dinheiro. Mas algumas empresas dizem que seria um valor tão alto que estão apelando para a Anatel, pedindo intervenção em defesa do setor. Elas alegam que o consumidor será "privado do serviço e certamente onerado com o repasse de eventuais custos incorridos pelas operadoras".
A ação mais controversa de Nicolai é contra a Ericsson, que utilizou a mesma tecnologia e pediu a anulação da patente do brasileiro. E conseguiu, por alguns momentos, com o próprio Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

E como Nélio se sustenta até o resultado sair?

Enquanto o dinheiro não entra, como Nicolai sobrevive? Ele disse que já foi obrigado a vender 3 apartamentos para pagar os honorários de seus advogados e que não trabalha desde que foi demitido da Telebrasília, há 30 anos. Nenhum de seus 4 filhos trabalha, esperando a indenização. Então, quando se vê sem saída, ele vende cotas de 1% da indenização. Já vendeu 15 e a última foi negociada por R$ 100 mil. Apesar disso, ele diz que está com o nome sujo por conta de uma dívida no cartão de crédito. Nélio diz que há 10 anos ele imagina todo dia que o resultado da justiça vai sair no mês seguinte.


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