Aluísio Lessa alerta sobre preservação de prato da culinária nordestina

Em São Paulo, a tradição está ameaçada. Há pelo menos dois anos, os restaurantes paulistanos não podem preparar o frango ao molho pardo ou a galinha à cabidela, como é chamado o prato no Nordeste, se não houver sangue com certificação sanitária. Preocupados com a possibilidade de que haja restrição também em Pernambuco, representantes da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, procuraram o deputado Aluísio Lessa, do PSB, a fim de pedir apoio para proteger essa e outras comidas pernambucanas.

O parlamentar informou, nesta quarta (24 de outubro), que em São Paulo não há lei proibindo a venda do sangue, apenas exigência de registro no Sistema de Inspeção Estadual. Com o objetivo de defender o prato, o deputado anunciou que vai apresentar projeto de lei transformando a iguaria em Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado, assim como já foi feito com o bolo de rolo e a cachaça.

Aluísio Lessa também anunciou que, nesta quinta(25), acontece uma reunião com representantes do Departamento de Nutrição da UFPE, Fundarpe, Abrasel, Adagro, Empetur e Anvisa, para discutir uma lei que garanta a continuidade da elaboração do prato no Estado. O encontro acontece no Centro de Artesanato de Pernambuco, no Recife Antigo, às quatro da tarde.

Luciano Siqueira, do PCdoB, e Zé Maurício, do PP, apoiaram a iniciativa, lembrando que é necessário defender um segmento que agrega valor à cultura e à economia pernambucana. 

Fonte: ALEPE
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