Eduardo quer o Exército contra a seca


Do Jornal do Commercio - Pedro Romero

O governador Eduardo Campos (PSB) voltou ontem a cobrar agilidade e maior presença do governo federal nas ações de convivência com estiagem que atinge o semiárido nordestino. Em críticas à situação de fragilidade em que se encontram a maioria dos municípios brasileiros, ele disse que é preciso 'fazer com que o Pacto Federativo funcione'.
O socialista criticou os altos juros que os municípios são obrigados a pagar quando fazem empréstimos. 'Isso provoca o desequilíbrio fiscal dos municípios. Demos sugestões a Dilma de como melhorar essa situação', acrescentou o socialista.
O governador voltou a pedir mais presença do governo federal nas ações de convivência com a seca e defendeu a atuação direta do Exército nas iniciativas. Segundo ele, essa é uma questão de segurança alimentar.
Como exemplo, ele citou a necessidade de trazer mais milho para tentar salvar os rebanhos. 'Mas muitas dessas ações esbarram na burocracia. Precisamos romper com o cerco de burocracia. Precisamos fazer com que as políticas que foram definidas sejam efetivadas', argumentou.
Eduardo Campos foi mais duro quando falou dos roubos e desvio de água das adutoras, o que, de acordo com ele, têm prejudicado muito as populações já atingidas pela seca. Também defendeu o uso racional de água.
O governador também rebateu a reportagem da revista The Economist, que faz elogios a ele, mas também o apontou como 'um coronel moderno'. 'A reportagem levanta um fato, que é o reconhecimento de uma administração que tem capacidade de diálogo e usa ferramentas modernas de gestão e qualidade. Mas quando faz julgamentos é sem base. Talvez seja o preconceito contra um nordestino, que faz uma administração popular e inovadora', avaliou o socialista.
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