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14 de outubro de 2012

O céu de brigadeiro de Eduardo Campos

Resultado das eleições confirmam hegemonia de Eduardo que nem os aliados projetavam; 
PT e PSDB, de olho nas eleições de 2014, não devem lhe fazer oposição

 Sérgio Montenegro Filho

Diz a tradição política no Brasil que, encerrada uma eleição, a campanha seguinte é deflagrada de imediato. A vitória de Geraldo Julio (PSB) na briga pela Prefeitura do Recife, além de consagradora para o candidato eleito e para seu padrinho político, Eduardo Campos (PSB), traça as primeiras linhas do cenário da disputa pelo governo do Estado em 2014. Deixando claro, desde já, a situação confortável que o comandante da sucessão – o próprio governador – e seus aliados vão encarar daqui por diante. Se a oposição já capengava em Pernambuco antes do pleito municipal, apuradas as urnas nas principais cidades, ela foi praticamente extinta. A força do rolo-compressor palaciano atingiu limites não imaginados até mesmo por alguns aliados de Eduardo.
Para outros, porém, os resultados eleitorais apenas confirmaram a hegemonia do líder maior da Frente Popular, consolidando uma estratégia de garantir a maior base local possível para reforçar a decolagem de Eduardo rumo ao plano nacional em 2014. Amparado no sonho de chegar à Presidência da República, ou pelo menos à vice, o governador atropelou os adversários, obrigando-os a rever o conceito de oposição no Estado se pretendem sobreviver politicamente. De uma só tacada, conquistou para o PSB 58 prefeituras no Estado, e se somado aos êxitos dos demais partidos da Frente Popular, esse número sobe para 140, das 184 cidades.
Aliados de Eduardo dão a receita, relembrando a chegada do PSB ao poder em Pernambuco em 2006: uma oposição de verdade precisa provar que o rumo do governo está errado e tem que apontar um projeto alternativo. Segundo eles, essa foi a tese aplicada pelos socialistas para bater a poderosa União por Pernambuco (PMDB/PFL/PSDB), comandada por Jarbas Vasconcelos. De lá para cá, complementam, nenhum grupo adversário conseguiu provar que o governo Eduardo errou a mão.
Mas não é somente com base em conceitos que o governador vem construindo seu palanque para 2014 e demolindo possíveis focos de oposição. A perspectiva de uma candidatura no plano federal, aliada ao bom relacionamento que ele mantém com as cúpulas nacionais dos principais partidos, ajuda a neutralizar discursos adversários em nível local. As duas forças políticas com dimensão suficiente para lhe fazer “sombra” no Estado seriam PT e PSDB. O primeiro, porém, sofreu baques duros e a partir de agora terá que se preocupar muito mais em lamber as próprias feridas e se rearrumar internamente. As duas principais lideranças petistas locais – Humberto Costa e João Paulo – saíram derrotadas, complicando as opções de candidatura do partido.
Sem falar que, como o próprio ex-presidente Lula deixou claro quando evitou passar pelo Recife durante a campanha, para não confrontar os socialistas, os projetos nacionais do PT e do PSB para daqui a dois anos têm denominadores comuns. Resta, apenas, aparar algumas arestas que ficaram pelo caminho, como bem exemplifica o dirigente nacional Francisco Rocha, o Rochinha. Segundo ele, a cúpula nacional petista não tem nada contra o PSB. As críticas que existem recaem sobre Eduardo. “O governador passou dos limites mínimos necessários para uma convivência política entre dois partidos. Ele abusou da petulância na eleição do Recife”, adverte ele. Mas em seguida, deixa claro que o confronto é localizado e que as coisas devem se resolver.
Do lado do PSDB, a situação é igualmente tranquila para os socialistas. Embora não esteja sendo construída uma aliança formal, a boa relação mantida entre Eduardo e o presidenciável do partido, senador Aécio Neves (MG), assegura ao governador um escudo contra ataques mais pesados dos tucanos locais. Sem falar na amizade pessoal com o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra. A mão de ferro com que Guerra controla a sua legenda em Pernambuco, unida à expectativa de evitar arranhões no projeto de Aécio, na avaliação do núcleo político socialista descortina um verdadeiro “céu de brigadeiro” para o governador voar daqui até 2014.
Leia mais na edição deste domingo do Jornal do Commercio
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