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Saiba quais são os projetos de submarinos desenvolvidos no Brasil

A construção de submarinos brasileiros não é mais apenas um sonho. O Brasil vem investindo nos últimos anos em projetos que possibilitem o desenvolvimento de pesquisas em águas profundas. E, cada vez mais, as produções nacionais conquistam espaço neste mercado.
Apesar de ainda importar tecnologia de outros países, o avanço científico ganha destaque. Grandes feitos como explorar a Antártica, colaborar na produção do pré-sal brasileiro e entrar no grupo de países com tecnologia nuclear impulsionam este crescimento tecnológico. Confira alguns exemplos de projetos verde-amarelos:
Luma
O Luma é um robô submarino usado para conhecer a biodiversidade marinha na Antártica, uma das regiões que vem sofrendo maior degelo com o aquecimento global. O projeto, que pertence à COPPE/UFRJ, é um submarino tipo ROV (sigla em inglês para robôs subaquáticos controlados remotamente). Trata-se de um veículo submarino de controle remoto ligado por um cabo à superfície, e conta com uma câmera de alta resolução para documentação.
O Luma pretende coletar material em áreas de até 500 metros de profundidade (Foto: Reprodução) 
O Luma pretende coletar material em áreas de até 500 metros de profundidade 
(Foto: Reprodução)
 
O professor-responsável pelo projeto Ramon R. Costa explica “são submarinos não-tripulados de observação a distância, a equipe conta com três pessoas: uma no convés e outras duas no console de comando”. O Luma vem desenvolvendo melhorias para alcançar águas cada vez mais profundas, “o máximo atingido foi 160 metros, estamos trabalhando para atingir 500 metros”, diz o o professor.
Submarino Nuclear
Um projeto polêmico em andamento é a construção do submarino brasileiro movido a reator nuclear. Feito pela Marinha do Brasil em parceria com a França, a embarcação em vez de usar diesel, terá seu funcionamento feito por propulsão nuclear.
Maquete do primeiro submarino nuclear brasileiro (Foto: Reprodução)Maquete do primeiro submarino nuclear brasileiro 
(Foto: Reprodução / Marinha do Brasil)
 
A principal diferença entre este submarino e o convencional é que, como a capacidade de um reator é quase inesgotável o submarino pode ficar submerso por meses e atingir alta velocidade rapidamente, já o convencional precisa ir à superfície para abastecer. Porém, o projeto conta com diversas correntes contrárias por causa do risco causado pela tecnologia nuclear.
Dragão do Mar
O projeto Dragão do Mar desenvolvido pela Universidade de Fortaleza em parceria com nove entidades tem como objetivo criar um robô submarino para apoiar na exploração de petróleo no pré-sal.
O submarino, que ainda está em fase inicial, também é do tipo ROV e tem muitas tecnologias envolvidas, como explica Ricardo Colares, coordenador do projeto, “a construção exige o domínio de diversas tecnologias e tem o desafio de nacionalização”.
Cada subsistema que compõe o ROV é construído separadamente. Além da estrutura física do submarino feita com material compósito, ele conta com um computador de bordo dotado de um software para o processamento digital das imagens subaquáticas.
O Dragão do Mar deverá atingir 3 mil metros de profundidade, além disso será necessário capacitar os manipuladores robóticos que devem atender às atividades envolvidas na produção de petróleo no pré-sal, além do sistema de controle e navegação.

Via TechTudo

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