Apesar de determinação, rodoviários não garantem retorno ao trabalho nesta quarta-feira


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No estacionamento, Oposição articulava próximos passos
Foto: Marília Banholzer/NE10

Embora a Justiça tenha decidido pelo fim da greve dos motoristas, cobradores e fiscais rodoviários, na noite desta terça-feira (2), a categoria não garante que vai aceitar o reajuste facilmente. "Vamos ver amanhã (quarta-feira) nas ruas", advertiu o presidente da Oposição Rodoviária, Aldo Lima, durante reunião no estacionamento do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), logo após o anúncio do reajuste de 7%. 

Apesar de deixar em aberto o que pretende a Oposição, a reportagem ouviu alguns membros fazendo ligações para motoristas, pedindo para que todos tirassem os veículos das garagens e os deixassem estacionados nas ruas. "Eu quero ver demitirem 20 mil rodoviários", desafiou um o homem que estava fazendo a "convocação" que preferiu não se identificar. A oposição ao sindicato da categoria disse que não pode garantir o retorno dos ônibus às ruas, uma vez que motoristas, cobradores e fiscais ficaram insatisfeitos e alertou que o reflexo desse descontentamento deve ser sentido a partir das 3h30 desta quarta-feira (3) quando os primeiros trabalhadores devem iniciar a jornada.




Tanto representantes da Oposição Rodoviária quanto a situação se mostraram insatisfeitos com as conquistas. Em entrevista ao NE10, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Patrício Magalhães, disse que vai se reunir com a categoria na sede do órgão, às 10h desta quarta-feira, para anunciar a decisão da Justiça sobre as reivindicações da categoria. Segundo ele, é impossível prever, neste momento, a reação dos motoristas e cobradores de ônibus ao reajuste concedido, que ficou "extremamente abaixo" do que estavam pleiteando, que era de 33%.

Apesar das mobilizações previstas, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ivanildo Cunha, disse esperar que a determinação de volta ao trabalho seja cumprida. Mesmo que a categoria dos Rodoviários não se sinta representada pela atual presidência do sindicato, pois se trata de uma decisão da Justiça e, como tal, tem que ser acatada. A cada dia de descumprimento da ordem, o sindicato será condenado a pagar uma multa de R$ 100 mil.




De acordo com Ivanildo Cunha, a categoria deve voltar ao trabalho, mas pode ainda entrar com um recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), para reivindicar um aumento maior.

AUMENTO - Com a decisão, o salário dos motoristas de ônibus sobe de R$ 1.500 para R$ 1.615; os fiscais passam de R$ 970 para R$ 1.037; enquanto o ordenado dos cobradores vai de R$ 690 para R$ 738. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), a categoria de trabalhadores é formada com cerca de 15 mil membros, sendo aproximadamente 6.500 motoristas, 6.500 cobradores e mil fiscais e encarregados.

Fonte: NE10
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