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4 de julho de 2013

Governador diz que não se envolverá na resolução da greve dos rodoviários


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O governador afirmou na abertura da XIV Fenearte que não entrará em briga sindical
Foto: Carolina Oliveira / NE10

O governador do Estado, Eduardo Campos (PSB-PE), resolveu se posicionar na questão dos rodoviários e afirmou que não se envolverá na briga entre a categoria e a classe patronal. Campos também ressaltou que a única medida que tomará, no momento, é garantir a segurança dos usuários de ônibus que utilizam o transporte público diariamente. A declaração foi dada na abertura da XIV Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), no final da tarde desta quinta-feira (4). 

Ainda em entrevista à imprensa, o governador reiterou que para dar aumento significativo para os rodoviários será necessário aumentar o valor das tarifas e tal medida contraria a onda de mobilizações que atinge o País. "Querem que o Estado sente à mesa para que? Para aumentar a passagem? Esse jogo é contra a populacão: no momento em que o Brasil todo reivindica para que se baixe a passagem. Nós não entraremos neste jogo".

Campos afirmou que durante todo o período de negociações entre rodoviários e patronato, o governo do Estado esteve presente nas reuniões com a equipe de articulação, no intuito de travar um diálogo de conciliação. "No momento que não houve acordo ficou evidenciado uma briga politica que a população nao tem nada a ver", defendeu o governador, se referindo às divergências entre a presidência do Sindicato dos Rodoviários e a Oposição Rodoviária de Verdade.
A questão da ilegalidade da greve, que foi encerrada em julgamento de dissídio coletivo na noite dessa terça (2), foi outro ponto citado na entrevista. "Esta é uma decisão da Justiça do Trabalho e em uma democracia as regras devem ser cumpridas". Eduardo afirmou, no entanto, que não permitirá que os usuários dos ônibus sejam submetidos à paralisação ilegal. "Essa é uma greve do mundo privado; nós não podemos submeter a população a uma briga de bases sindicais e nem vamos permitir que os usuários sejam tratados como sacos de batatas". 
O governador prometeu garantir a segurança da população e ressaltou também que entende as diferenças sindicais, mas que tais problemas sejam resolvidos nas urnas. "Muitas pessoas têm sido submetidas no sistema de transporte que tem defeitos no Brasil inteiro e ainda ter que conviver com uma realidade como esta", lamentou Eduardo. "Temos que tomar as atitudes, como seguranças nos terminais e assistir as determinações que é do mundo privado".
TARIFA - No dia 18 de junho, dois antes da primeira mobilização na capital pernambucana, o governador anunciou uma redução das passagens de ônibus no Grande Recife. A tarifa diminuiu em R$ 0,10 em todos os anéis. A redução do preço foi provocada pela decisão do Governo do Estado de repassar a desoneração do PIS/Cofins feita pelo governo federal.
No início de junho, após o anúncio da desoneração pelo Governo Federal, o Governo do Estado informou que a redução nos preços das passagens só seria discutido em janeiro de 2014. Caso o reajuste acontecesse só no início do próximo ano e a redução fosse igualmente de 10 centavos, cada pessoa gastaria R$ 14,40 a mais de junho ao início de janeiro. O setor de transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR) fatura R$60 por mês.
Do NE10
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