Trajetória de Arraes servirá de exemplo para melhorar a vida das pessoas

"O acervo de Arraes estará disponível para a as próximas gerações entenderem a verdade de tudo o que aconteceu e a liderança que esse grande homem exerceu. Que possamos perpetuar a sua trajetória democrática em nosso País, usando-a para melhorar a vida das pessoas”. As palavras são do prefeito Geraldo Julio, que, na manhã desta segunda-feira (16), participou da abertura do processo de tombamento do acervo do ex-governador Miguel Arraes, evento realizado na residência onde o político viveu, no Poço da Panela, e que depois foi transformada no instituto em sua memória. Neto de Arraes, o governador Eduardo Campos participou do ato junto à viúva do político, Magdalena Arraes, e sua família.

A iniciativa marca o início das comemorações do centenário de Miguel Arraes e seguirá até 2016. Os documentos guardados pelo ex-governador ficarão disponíveis para consulta por pesquisadores e estudantes, tornando-se parte da história política do Brasil. No total, são 270 mil itens que formam o acervo, entre livros, jornais, revistas, manuscritos, fotografias, filmes, DVDs, CDs; além de estudos sobre os mais variados assuntos, teses, monografias e outros documentos, que registram a trajetória política de Arraes.

O prefeito do Recife enalteceu o legado do ex-governador para as futuras gerações. "Arraes viveu em um período muito duro do nosso País; em uma geração que enfrentou a repressão e entregou projetos de vida em nome da democracia para defender, exatamente, as próximas gerações. Por isso, temos a responsabilidade de saber usar isso em função de melhorar a vida das pessoas", reforçou Geraldo Julio.

Emocionado, o governador Eduardo Campos pontuou os valores perpassados pelo avô ao longo da vida. "Entrar nessa casa é sempre uma busca. A vida no Brasil passou pela luta de pessoas como Doutor Arraes. Aqui, queremos colocar à disposição um conjunto de saber para que todos possam conhecer a história como ela foi. Desta feita, estamos cuidando não só da memória, mas dos valores que Arraes representa", ressaltou.

Na ocasião, o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelo Canuto, assinou o documento que oficializa o tombamento do acervo. As informações deverão ser publicadas ainda esta semana no Diário Oficial do Estado - o tombamento oficial do acervo será concluído em três meses. Presidente do Instituto Miguel Arraes, o advogado Antônio Campos disse que o acervo é do povo. "Tudo isso pertence ao estado de Pernambuco e à democracia do nosso País. Por isso, essa história precisa ser legada", destacou.As informações são da Assessoria de Imprensa da PCR.
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