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Em Paulista, Fábio Barros volta à Câmara de Vereadores e provoca desfiliação coletiva do Partido dos Trabalhadores

O vereador do Paulista, Fábio Barros, anunciou nesta terça-feira (25.02) a sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT).  Segundo o parlamentar, a decisão foi motivada por perseguição política de alguns membros da legenda e pelo não cumprimento do estatuto da sigla, que sofreu, nos últimos meses, interferências diretas da Direção Nacional. O agora ex-secretário de Meio Ambiente, que também acumulou a pasta de Desenvolvimento Urbano na gestão do prefeito Junior Matuto (PSB), aproveitou a sessão ordinária da Câmara de Vereadores da cidade para comunicar também a saída de outros 113 membros do PT. A desfiliação coletiva será encaminhada ao Diretório Municipal da sigla.
Em seu pronunciamento de retorno à Casa de Torres Galvão, Fábio Barros aproveitou para fazer um balanço dos projetos coordenados ao longo de dez meses um ano à frente da Secretaria de Meio Ambiente. Destaque para as ações de contenção de avanço do mar nas praias do Janga e Pau Amarelo; na produção e apoio à pesca artesanal; gestão de resíduos sólidos e criação de áreas protegidas, como a primeira Floresta Urbana do município. Na oportunidade, ele também deu uma resposta ao partido pela resolução imposta do âmbito nacional para a esfera local sobre a entrega dos cargos nas gestões do PSB no Estado.

Na visão de Fábio Barros, o trabalho desenvolvido pelo PT em Paulista obteve resultados positivos, o que deveria provocar uma reflexão na cúpula do partido em Pernambuco. Desde o ano passado, a sigla vinha, mesmo de forma não oficial, obrigando o vereador licenciado a deixar os cargos na gestão do prefeito Junior Matuto (PSB), sob pena de aplicar sanções administrativas. “Medida semelhante não foi imposta aos petistas que ocupam postos no governo estadual do Amapá”, exemplificou.

Os ataques foram proferidos, em sua grande maioria, pelo deputado estadual Sérgio leite (PT). O atual líder da oposição na Assembleia Legislativa usuou os meios de comunicação para prejudicar correligionários e o trabalho do petista dentro do governo municipal. “Mesmo sem qualquer decisão de instâncias superiores sobre a necessidade de deixar a gestão socialista, sofri, por diversas vezes, difamações e calúnias infundadas sem qualquer intervenção da direção estadual”, revelou. 

Sobre o ingresso em outra legenda, o vereador foi enfático ao frisar que, atualmente, não tem mantido entendimentos com nenhuma sigla no momento. “Apenas quero dizer ao povo de Paulista que, independente da saída do partido, vou continuar seguindo na vida política, tomando minhas decisões com base na coletividade e buscando representar os anseios do povo na Câmara de Vereadores”, destacou Fábio Barros.

Fotos: Francisco Marques
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