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Paulista constrói políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher para combater o feminicídio

Mais de cinco homicídios de mulheres são registrados por dia no Brasil. Só nestes primeiros 68 dias deste ano, foram 363 feminicídios. Estes números estão no levantamento realizado pelo pesquisador Jefferson Nascimento, doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa revela que 66% dos assassinatos de mulheres acontecem dentro do ambiente familiar.
O exemplo mais comum de feminicídio, é o assassinato de mulheres por seus maridos e companheiros ou a morte no meio do tráfico de drogas e da exploração sexual, que tratam as mulheres como objetos sexuais ou propriedade de alguém.
As mortes violentas por razões de gênero são um fenômeno global e vitimizam mulheres todos os dias. Ocorrem ainda por uma desigualdade de poder significativa, onde inferiorizam e subordina as mulheres aos homens.
O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH). O País só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres.
Em alguns Estados brasileiros, o número de violência contra à mulher aumentou de uma forma assustadora. Em Pernambuco, no mês de fevereiro houve uma importante redução em relação ao mês anterior, sobre este tipo de crime que vitimiza tantas mulheres em todo o mundo.
No Brasil, a cada uma hora, mais de 530 mulheres são agredidas fisicamente. Fazendo uma junção de vários crimes como ameaça, violência patrimonial ou agressão psicológica, o número dobra para mais de 1.830 agressões por hora.
A Prefeitura do Paulista, ao longo dos últimos seis anos, vem desenvolvendo políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. De acordo com a secretária Executiva de Políticas para as Mulheres do Paulista, Bianca Pinho Alves, no município existem programas estruturadores que ajudam as mulheres a sair desse ciclo de violência. A gestão disponibiliza também de programas que servem de rede de proteção para as vítimas de violência.
“O primeiro passo é a mulher denunciar os maus tratos, as ameaças e as perseguições, porque cada uma delas que conseguirem chegar nessa rede de proteção, será uma vitima a menos”.  Frisou Bianca.
O Maria da Penha vai à escola é um programa criado pela gestão para promover a igualdade. Acontece através de uma estratégia importante, com ações integradas, atuando na educação de meninos e meninas da rede municipal, na formação do corpo docente e também na sensibilização dos pais e mães dos alunos
Outro programa importante, criado pela prefeitura é o Maria da Penha vai à Saúde. Começou em 2018, com o intuito de contribuir com a formação dos profissionais municipais de saúde, para que eles possam identificar, orientar e encaminhar as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, e encaminhar de forma correta aos serviços de saúde prestados pela gestão. A ação é coordenada pela Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres, em parceira com a Secretaria de Saúde do Paulista.

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