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Danilo Cabral cobra ação do governo para o Nordeste

Em discurso no Plenário da Câmara Federal, o deputado Danilo Cabral (PSB) cobrou ações práticas do governo Bolsonaro para o Nordeste. Para o parlamentar, falta um olhar regional ao governo e um projeto para o desenvolvimento da região. “Em três meses, não há sinalização para ações voltadas para o Nordeste. A própria população já percebe a falta de atenção com a região. Basta ver que a maior rejeição, 39%, de acordo com a última pesquisa”, afirmou nesta quarta-feira (10).
Segundo Danilo Cabral, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Nordeste, a forma como está sendo conduzida a relação federativa, além de demonstrar desconhecimento da realidade nordestina, desrespeita o pacto federativo e ameaça os importantes avanços conquistados nas últimas décadas. Ele lembra que, no período de 2002 a 2015, houve uma expansão da economia do Nordeste superior a observada no Brasil. O PIB regional cresceu a uma média anual de 3,3%, enquanto o País obteve taxas médias de 2,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Isso não aconteceu por acaso, foi fruto de políticas públicas que levaram em consideração as diferenças regionais e não vitimizaram a região”, destacou o socialista. Ele citou a valorização do salário mínimo, a aposentadoria do trabalhar rural, os investimentos em infraestrutura, a atração de empresas para geração de oportunidades de trabalho, e os investimentos em educação.
“A agenda político-econômica que está em curso sinaliza para o desmonte da políticas sociais, afetando diretamente o Nordeste. Essa agenda representa a captura do estado brasileiro pelo setor financeiro e pelos interesses de grandes grupos econômicos internacionais”, criticou Danilo Cabral. O deputado deu o exemplo do volume de recursos gastos com juros e encargos da dívida pública, que representa 42,1% do total arrecadado pelo estado brasileiro. “As políticas sociais, que são o alvo principal da agenda de austeridade, recebem as migalhas que sobram do orçamento. Para se ter uma ideia, a educação recebe o equivalente a 3,6% do total arrecadado, a saúde 4,1% e a assistência social recebe 3,2%”, acrescentou.
Danilo Cabral disse que o governo, na busca pelo equilíbrio fiscal, tem apostado todas as suas fichas na Reforma da Previdência. “E ela não assegura o equilíbrio das contas públicas no curto e médio prazos, essencial para a retomada da economia brasileira. Não negamos a necessidade de ajuste no sistema previdenciário, mas essa proposta não acaba com privilégios, ela joga as contas dos mais ricos nas costas dos trabalhadores mais vulneráveis”, afirmou.
O parlamentar defendeu como alternativa para aumentar a arrecadação da União suas propostas de taxação de grandes fortunas e de lucros e dividendos, subscritas por toda bancada do PSB. “Isso, sim, seria acabar com privilégios! Esses dois projetos, aprovados, gerariam um incremento de R$ 125 bilhões por ano na arrecadação da União, valor superior aos R$ 100 bilhões anuais que governo pretende com a Reforma da Previdência”, destacou.
Aparteado pelos deputados Gervásio Maia (PSB-PB), Célio Moura (PT-TO), Julio Delgado (PSB-MG) e João Campos (PSB-PE), Danilo Cabral encerrou seu discurso cobrando do governo federal posições sobre os temas estruturantes da agenda educacional brasileira, como as medidas para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e a definição sobre como será encaminhada a renovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que expira em 2020.

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