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Preço justo e coletivismo no estande da Secretaria do Trabalho na Fenearte

“Por que eu me foquei nos triângulos? Acredito que há alguma coisa neles com a lei divina”. A frase é do artesão José Guedes da Silva, 74 anos, integrante do grupo Mandela Art. Ele simboliza um dos 20 empreendimentos solidários que está exibindo o artesanato, a partir desta quarta-feira, no estande da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação na Fenearte 2019, na rua 15, nos estandes 393 a 396 do Centro de Convenções, em Olinda. É no local que se realiza a maior feira de artesanato e negócios da América Latina. É nesse mesmo espaço, inclusive, onde empreendedores como Seu Guedes - cujo princípio básico é o coletivismo, o preço justo e a sustentabilidade - estão expondo sua produção, também com apoio da Agefepe e da Jucepe.
Seu Guedes, como é conhecido, inspira-se na magia do triângulo para revestir, com quenga do coco, vários tipos de objeto de decoração de ambiente, como jarros de cerâmica, farinheiros, jarros, filtros. Ele passa de duas a três semanas para concluir cada peça, com delicadeza e esmero, às vezes batendo uma prosa com o cliente para reproduzir algo que venha da alma.

“Às vezes eu paro para esfriar a cabeça, tomar um cafezinho pequeno. Fumar eu não fumo, que deixa a pessoa estressada. Beber também não bebo”, disse, sorrindo e contando um pouco da rotina de trabalho. “Tudo que faço, faço com amor. Faço para agradar ele, mas, para agradar ele, tenho que me agradar também”, completou, lembrando que, no início, quando começou a fazer a transição da profissão de mestre de obras para artesão, começou fazendo cavalinhos e caçambinhas de quenga de coco na feira de Cavaleiro, no município de Jaboatão, onde mora.

Indagado por qual motivo o nome do seu empreendimento solidário, na categoria artes plásticas, técnica mosaico, chamava-se Mandela Art, Seu Guedes explicou: “Eu sou filho de africano. Considero Mandela como meu irmãozinho. Ainda tenho as marcas da pobreza e do preconceito do nosso País”, frisou, emocionado, referindo-se à descendência africana e ao Brasil.

Saiba mais – Os 20 empreendimentos solidários selecionados para o estande da Seteq tem inscrição no Cadastro de Empreendimentos Econômicos Solidários (CADSOL), que inclui, por exemplo, associações, cooperativas, redes de produção e comercialização, grupos produtivos de artesanato, entre outros.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes, a Fenearte está mais do que consolidada. "A Fenearte é a maior feira da América Latina e é muito importante para os empreendedores venderem seus produtos. Nesse primeiro dia, já teve estande que vendeu todos os seus produtos. Isso mostra o empenho do Governo do Estado para manter essa estrutura, estimular os negócios e gerar milhares de empregos", declarou Alberes Lopes.

Segundo a coordenadora da seleção, Ana Pessoa, a economia solidária transformou-se num jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar. “É uma maneira de viver sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. É uma alternativa de geração de renda”, declarou.

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