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31 de outubro de 2012

Os “Gomes” abrem a dissidência no PSB

Antes mesmo de o PSB definir-se, oficialmente, sobre se terá ou não candidato próprio a presidente da República em 2014, os irmãos “Ferreira Gomes” (Cid e Ciro), do Ceará, já são candidatos a dissidentes. Eles mantêm distância regulamentar do presidente nacional do partido, Eduardo Campos, desde a vitória de Dilma em 2010. Porque o governador de Pernambuco foi contemplado com o Ministério da Integração Nacional, cabendo-lhes tão somente a Secretaria Nacional dos Portos.

Eles queriam o aval de Eduardo para colocar Ciro no Ministério da Saúde. Mas esbarraram na resistência da própria Dilma, que já havia prometido a pasta ao PT para o sanitarista Alexandre Padilha. A partir deste episódio, a relação entre as partes deteriorou-se. Os “Gomes” não convidaram o presidente do partido nenhuma vez para ir a Fortaleza nesta eleição municipal, mesmo conscientes de que ele poderia fazer a diferença em relação a Lula, que esteve lá para apoiar o PT.

Além disso, não aceitam nem por hipótese a candidatura presidencial do governador de Pernambuco. Ciro afirma dentro e fora do partido que tem mais “quilometragem” do que Eduardo para encabeçar uma chapa presidencial. E seu irmão, Cid, além de ter reprovado o deputado Romário, na semana passada, por ter lançado o nome do político pernambucano, ainda fez esta profecia divisionista: “O Eduardo Campos pode até ser presidente da República, mas não agora em 2014”.
É cedo - FHC considera “cedo” para prever o que ocorrerá no país em 2014 e diz por quê: há pouco mais de um mês, lembrou, Celso Russomano (PRB) liderava a corrida pela prefeitura de SP. Não foi sequer ao 2º turno e o azarão Fernando Haddad (PT) foi quem chegou lá.

A fórmula - O ex-presidente Lula ainda pode muito, mas não pode tudo. Escolheu um “poste” (Had­dad) para ser prefeito de SP. Mas aplicou a mesma fórmula na eleição de Cam­pinas (o economista do PT Márcio Pochmann) e ela não funcionou. Ganhou Jonas Donizette (PSB).

O adeus - Depois de 20 anos consecutivos como prefeito (dois mandatos em Itapis­suma, dois em Igarassu e dois em Paulista), Yves Ribeiro (PSB) deu início ontem ao ritual das despedidas. Já passou todas as informações para o prefeito eleito Júnior Matuto (PSB) e agora vai se preparar para disputar vaga na Câmara Federal em 2014. O projeto de estadual foi arquivado.

Os neutros - Partido com o maior número de governadores (6), o PSB só obteve vitórias no Recife (Geraldo Júlio) e em Fortaleza (Roberto Cláudio). Ricardo Coutinho (PB) e Camilo Capiberibe (AP) não conseguiram levar seus candidatos ao 2º turno, Estela Bezerra e Cristina Almeida, respectivamente. E Wilson Martins (PI) e Renato Casagrande (ES) ficaram neutros.

O troco - Após eleger-se vereador em Diadema (SP), o médico pernambucano José Augusto Ramos (PSDB) coordenou a campanha do prefeito eleito Lauro Michels (PV). A vitória foi triplamente comemorada porque ele foi expulso do PT na década de 80. Agora deu o troco.

A reforma - Eduardo Campos vai fazer alguns ajustes na equipe neste final de ano, mas não pensa em exonerar nenhum dos secretários do PT: Lauro Gus­mão (governo), Fernando Duarte (cultura) e Isaltino Nascimento (transportes). A mexida é para ceder quadros a Geraldo Júlio.

A viagem - O prefeito reeleito Elias Gomes (Jaboatão) é mais um tucano que decide visitar Bogotá, onde políticas públicas aplicadas nos últimos 15 dias mudaram completamente a face da cidade. Ele viajará no dia 18/11 para participar de um seminário sobre gestão de cidades e levará em sua companhia o “embaixador” da Colômbia em Pernambuco, Murilo Cavalcanti.

Irrigação 1 - O ex-prefeito e vice eleito de Pe­trolina, Guilherme Coelho (PSDB), mais novo produtor de uvas sem semente no vale do São Francisco, presenteou amigos do Recife com caixas da fruta, anexando um cartão com essas palavras: “Pois é, companheiro! É seca no Sertão e fartura na irrigação”.

Irrigação 2 - Guilher­me, seu pai Osvaldo (ex-deputado federal) e o prefeito reeleito Júlio Lossio (PMDB) são críticos de Lula/Dilma e de Eduardo Campos por não darem bolas para a irrigação. E não viram com bons olhos a ida do governador a Petrolina, dois anos atrás, para lançar o programa “Chapéu de Palha”.
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