Geraldo lança Nova Pesquisa de Origem e Destino do Recife

Através de formulário eletrônico, a pesquisa vai contribuir com a construção do Plano de Mobilidade Urbana do Recife, que é coordenado pelo Instituto da Cidade Pelópidas Silveira


Foto: Marcos Pastich
Depois de 18 anos sem a coleta de dados que ajudassem no planejamento da mobilidade, o Recife  tem disponível, a partir de hoje, um formulário eletrônico que vai  levantar as necessidades de deslocamento da população e contribuir para a construção do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, que vem sendo elaborado pela Prefeitura do Recife. Intitulada Nova Pesquisa de Origem e Destino, a iniciativa foi lançada, na tarde desta terça-feira (17), pelo prefeito Geraldo Julio, em seu gabinete, quando o gestor também anunciou o Projeto de Lei da Informação de Mobilidade, que foi encaminhado ontem (16) para a Câmara Municipal do Recife, que vai determinar os deveres e obrigações de empresas e escolas geradoras de viagens.

"Esta é uma iniciativa inovadora aqui do Recife. É a primeira vez que uma pesquisa de Origem e Destino é realizada com a participação das pessoas num site, com um questionário que está disponível na internet. A partir disso vamos poder ter um banco de dados que vai poder ser atualizado permanentemente pelos recifenses, falando de onde e para onde vão e de que maneira se deslocam. Essa é uma maneira diferente, nova, nenhuma cidade no  país utilizou desta ferramenta para planejar sua mobilidade, e assim vamos poder fazer um melhor planejamento e gestão da mobilidade da nossa cidade", afirmou o prefeito Geraldo Julio, que lembrou ainda que a última pesquisa do tipo foi realizada em 1997 e as modificações que aconteceram ao longo dos últimos 18 anos apontam para uma nova configuração do tecido urbano.

A pesquisa já está disponível em um formulário eletrônico que pode ser encontrado no site pesquisademobilidade.recife.pe.gov.br. Para o levantamento dos dados, serão analisadas duas das principais causas de deslocamentos: trabalho e educação, onde a partir de um questionário simples e objetivo, os técnicos buscam conhecer a cidade, o bairro e a rua onde as pessoas moram e trabalham; como e com que frequência elas realizam esses deslocamentos. A Pesquisa de Origem e Destino estará disponível até janeiro de 2016, e também poderá ser respondida por tablet ou celular.

De acordo com o secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre, a iniciativa vai contar com ajuda de instituições de ensino e grandes empresas. "Recife está diante da necessidade de montar um sistema de planejamento da mobilidade urbana, e a única maneira de fazer isso é contar com o apoio dos grandes polos geradores de viagens, que são universidades, escolas, faculdades, empresas, centros comercias forneçam informações atualizadas anualmente, para que a gente possa compreender como as pessoas se movimentam. Isso vai ser possível com o projeto de Lei  que foi encaminhado pelo prefeito, que estabelece essa obrigatoriedade para estes estabelecimentos", explicou o secretário.

Toda esta coleta de dados visa contribuir para a elaboração do Plano de Mobilidade do Recife, que vem sendo realizado pelo Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), órgão de planejamento ligado à Secretaria de Planejamento Urbano. Segundo João Domingos, presidente do ICPS, esta consulta à população será a base de ordenamento de território do Recife: "A pesquisa é a base para o planejamento do sistema de transporte público, que possibilitará incluir a definição de linhas de ônibus, expansão do sistema de metrô, a definição da operação do sistema de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe, o funcionamento de todos sistemas de deslocamentos complementares. O questionário vai nos fornecer os dados necessários aos diversos estudos que compõem o Plano, principalmente o desenvolvimento de um modelo integrado de transportes e uso do solo", declarou.

PLANO MUNICIPAL DE MOBILIDADE-  O Plano Municipal de Mobilidade procura atender aos princípios, diretrizes e objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana, regida pela Lei Federal 12.587, que são: acessibilidade; desenvolvimento da sustentabilidade da cidade; segurança de pedestres e ciclistas; eficiência, eficácia e efetividade da circulação urbana; prioridade dos transportes não motorizados; integração entre os modos e serviços do transporte urbano; promoção da inclusão social; e garantia da consolidação contínua do aprimoramento da mobilidade urbana; entre outros pontos destacados na lei.
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