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Paço do Frevo convida a cair no passo com programação especial de vivências de dança e conteúdo digital


 O Paço do Frevo estreia nas redes sociais e pelas ruas da cidade seu mais novo projeto de ações formativas e intervenções artísticas. O programa “Vamos Cair no Paço?” utiliza a energia e o ativismo do frevo como eixo condutor de uma programação cultural que durará todo o mês de novembro. A ação é resultado direto do reconhecimento da atuação do equipamento na salvaguarda e experimentação do frevo, que sagrou o Paço como vencedor, em 2019, do Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, pelas vivências de dança do frevo para os visitantes do museu.

 

Este ano, devido ao cenário desafiador instituído pela pandemia do coronavírus, as ações antes limitadas ao prédio do Paço ganharam novos ares e possibilidades, adaptando-se não somente às plataformas digitais, como também à rua como espaço de provocação cultural, sem esquecer de contemplar as medidas de segurança sanitária recomendadas pela OMS.

 

O programa terá início com a atividade de ocupação artística de praças e espaços públicos com muita música e dança, chamada Frevaça. Até sexta (6), a “Frevocleta” — bicicleta musical inspirada na clássica Frevioca — levará o Frevo nas comunidades e bairros vizinhos do Paço do Frevo, aproveitando para anunciar um importante benefício: moradores dos bairros de Santo Amaro, Boa Vista, Santo Antônio e São José, além das comunidades dos Coelhos e do Pilar, possuem direito a um cadastro para acesso gratuito no museu. As famílias poderão apresentar um comprovante de residência para garantir a gratuidade em visitas às exposições do Paço. 

 

Já no domingo (8), às 16h, o Frevaça ocupará a Praça do Arsenal da Marinha, em frente ao museu, para uma performance inédita com a passista Yanca Lima. O espetáculo, chamado “Ai, ai… Saudade”, aborda a mistura de sentimentos coletivos e individuais que a pandemia gerou, principalmente para os foliões saudosos do Carnaval pernambucano.

 

Na segunda semana de novembro, a programação volta-se para a formação.  Nos dias 9 e 11 de novembro, das 13h30 às 17h30, o Paço oferecerá aulas online do seu Laboratório Corporal Criativo, atividade de aperfeiçoamento profissional em dança. Em sua primeira edição digital, a oficina será ministrada pelos passistas e pesquisadores Jefferson Figueirêdo e Rebeca Gondim, tendo como tema “Voo da Andorinha: Um salto de possibilidades no dançar frevo”. A atividade é gratuita, e ocorrerá em plataforma de vídeo chamadas, mediante inscrição pelo link: tinyurl.com/voodaandorinha.

 

Aos sábados e domingos de todo o mês de novembro, às 15h, a vivência “O Meu Passo”, convidará os visitantes presentes no museu a pensarem sobre a relação do corpo com o espaço, em uma mediação lúdica e criativa de percepção da nossa cinesfera. Na atividade, que será realizada na sala de dança, para até 5 pessoas do mesmo grupo, os participantes irão experimentar a criação de um passo de frevo de olhos vendados, sendo provocados a refletir como o frevo pode ser acessível a pessoas com deficiência visual e sobre a importância da consciência corporal para a saúde.

 

No fim do mês, encerrando as ações do programa, serão lançadas no canal do Youtube do Paço do Frevo quatro videoaulas do projeto “Frevo do Pé ao Ouvido”, que pretende difundir saberes da dança e da música com o intuito de gerar novas platéias e fazedores do frevo. As aulas serão conduzidas pelo percussionista Júnior Teles e pelo passista e coreógrafo Júnior Viégas, sendo destinadas a todos que queiram aprender ou se aprofundar nas possibilidades de performance e execução do frevo. 

 

“O projeto ‘Vamos Cair no Paço?’ consolida a importância do Frevo como Patrimônio Imaterial da Humanidade e se alinha com um dos objetivos das ações de salvaguarda, que é o de promover o Frevo todos os meses do ano, expandindo sua associação sazonal com o Carnaval”, explica o coordenador de Educação do Paço do Frevo, Carlos Lima. “A aposta em diferentes formatos, experiências e públicos provoca o contato e traz o sentimento como ferramenta para o respeito à diversidade do nosso público. Ampliando a dimensão do museu para a rua e para as plataformas digitais, extendemos o acesso à cultura e à história do Frevo, que é feito do povo e para o povo”.

 

Paço do Frevo - O espaço cultural apresenta-se como um local de incentivo à difusão, à pesquisa, e à formação de profissionais nas áreas da dança e da música, dos adereços e das agremiações do frevo. Ao longo de seis anos, recebeu quase 660 mil visitantes, teve mais de 2 mil alunos formados em suas atividades e promoveu mais de 600 apresentações artísticas. Paço do Frevo é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho, com realização da Prefeitura do Recife e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). O Paço conta com o patrocínio master do Itaú, apoio cultural do Itaú Cultural e apoio Grupo Globo através do Ministério da Cidadania, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

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